O site de RedCLARA usa cookies para te oferecer a melhor experiência possível na web.

Ao continuar a usar este site, você concorda em que armazenemos e acessemos cookies em seu dispositivo. Por favor, certifique-se de ler a Política de Cookies. Learn more

I understand

Comunidades de Saúde e Cultura no Brasil são beneficiadas pela infraestrutura da RNP

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

O trabalho da rede nacional de pesquisa e educação do Brasil, RNP, foi, durante o ano de 2019, um bom exemplo de como as redes avançadas podem beneficiar seus países em áreas como Saúde e Cultura. Ao longo do ano passado, RNP proporcionou serviços de conectividade e colaboração à distância para grupos de pesquisa nas duas áreas, permitindo a integração e a difusão do conhecimento.

SAÚDE

Redes colaborativas de saúde

Na Saúde, a RNP manteve a iniciativa de apoio às redes colaborativas Telessaúde Brasil Redes, Rute, NutriSSAN e RGHU – com foco no aprimoramento e fortalecimento delas e, paralelamente, incentivando o surgimento de futuros trabalhos interinstitucionais.

Além disso, foi iniciado o projeto Redes Colaborativas, que vai desenhar uma solução que atenda às necessidades dos gestores e membros da NutriSSAN, Rute e RetSUS sobre os temas Ambiente Colaborativo, Repositório de Conhecimento, Ensino a Distância e Plataforma Bilíngue. A partir de entrevistas com membros dessas redes foi possível compreender as necessidades de melhorias. O desdobramento será realizado ao longo de 2020.

Telessaúde Brasil Redes

O programa busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da inclusão social e digital, que possibilitam a realização de teleconsultoria, telediagnóstico, tele-educação e segunda opinião formativa.

Em 2019, foi realizado o Curso de Formação de Telerreguladores e de Teleconsultores de Telessaúde para Atenção Primária à Saúde. A capacitação, realizada à distância, beneficiou cerca de 500 profissionais entre julho e setembro e só foi possível com o apoio do Núcleo Estadual de Telessaúde do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA).

Além disso, o GT-RarasNet, grupo de trabalho do programa de GTs Temáticos da RNP, no tema de e-Saúde, entregou o aplicativo que veicula informações nacionais sobre doenças raras, incluindo protocolos de tratamento, listas de medicamentos e centros de referência, a fim de ampliar e qualificar o cuidado em saúde. O resultado foi um serviço robusto, estruturado, fluido e intuitivo, permitindo uma visão panorâmica e ampla das informações nacionais e internacionais sobre doenças raras. Também foram adequadas cinco salas para vídeo e webconferência, e incluída mais uma unidade de saúde no backbone da RNP.

Rute

A Rede Universitária de Telemedicina (Rute) traz impactos científicos, tecnológicos, econômicos e sociais para os serviços médicos ao possibilitar a implantação de sistemas de análise de imagens médicas com diagnósticos remotos. Isso pode contribuir muito para diminuir a carência de especialistas, além de proporcionar treinamento e capacitação de profissionais da área médica sem deslocamento para os centros de referência.

Como destaque do ano, RNP teve a inauguração de três unidades Rute – Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE)Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) e Hospital das Forças Armadas (HFA). Além disso, a rede assinou um acordo de cooperação técnica com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), a Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde (ABTms) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O objetivo da parceria é impulsionar a saúde digital no Brasil através de projetos em conjunto. “Um dos pilares necessários para a saúde é a infraestrutura. Precisamos fazer um movimento único. Esse acordo é o epicentro desse momento”, declarou o presidente da SBIS, Luis Gustavo Kiatake.

NutriSSAN

A rede é uma contribuição valiosa aos esforços do Brasil e da comunidade internacional na luta contra a fome, a má nutrição e a pobreza. A RNP apoia o MCTIC na governança da rede e disponibiliza uma plataforma tecnológica de comunicação para interação virtual e cooperação entre os participantes da rede. A rede está integrada às estratégias de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN) como uma ferramenta de apoio na articulação e integração entre pesquisadores, extensionistas, estudantes e sociedade.

Ao longo de 2019, três instituições inauguraram suas unidades, contribuindo para ampliação da NutriSSAN: Universidades Federais da Integração Latino-Americana (Unila), de Goiás (UFG) e do Rio Grande do Sul (UFRGS). Com isso, a rede possui hoje seis unidades inauguradas na NutriSSAN.

A coordenadora do programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da UFRGS, Gabriela Coelho, já percebe benefícios do ASSAN Círculo (Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional) ter se tornado uma unidade da NutriSSAN.

“Estamos integrados à rede desde junho de 2019 e já colhemos frutos para a comunidade, pois vemos esse espaço como uma plataforma de diálogo com nossas instituições parceiras, seus pesquisadores e alunos no Brasil e na América Latina. Inclusive, usaremos a tecnologia disponível pela NutriSSAN para ministrar um curso de extensão em 2020 em “Experiência em Agroecologia na América Latina”. Foram abertas 150 vagas que beneficiarão pesquisadores do Brasil, Uruguai, Colômbia, Bolívia, México e demais países interessados”, explicou Gabriela.

Expansão da Rede RGHU

O projeto Rede de Gestão dos Hospitais Universitários (RGHU), iniciado em 2016, visa a estruturação de uma rede de fibra óptica que interligue os hospitais universitários federais geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A primeira fase da parceria conectou a sede da EBSERH e 17 hospitais.

Em 2019, seis novos hospitais foram conectados à rede de alta velocidade da RNP. Além disso, foi realizado, em parceria com a Ebserh, o seminário “A Evolução e os Desafios da Saúde Digital no Brasil”, no Fórum RNP 2019. Os participantes tiveram a oportunidade de debater como a tecnologia está beneficiando a saúde e qual é o potencial para os próximos anos, além dos desafios regulatórios. Os profissionais de TI da Ebserh ainda participaram de cursos de capacitação em temas como Governança de Tecnologia da Informação e Lei Geral de Proteção de Dados, além de terem um espaço para debates técnicos de iniciativas da rede.

CULTURA

Ampliando o acesso à produção audiovisual brasileira

No último ano, a RNP fortaleceu ações da Rede de Cinemas, que visa valorizar e ampliar o acesso ao conteúdo audiovisual brasileiro ao mesmo tempo que visa fortalecer o circuito nacional. Assim, se constitui um importante segmento para expansão de espaços qualificados de exibição no Brasil.

Uma das iniciativas é a realização das sessões de exibição do Cinemas em Rede, que contribui para a criação de um circuito de exibição audiovisual nas universidades e instituições federais de todo Brasil. Em 2019, foram realizadas oito sessões seguidas de debate com diretores e produtores do filme, proporcionando interação, intercâmbio de conhecimento e participação social. Essas exibições contaram com um público de 977 pessoas. Assim, a ação leva a RNP para novos públicos dentro das instituições de ensino e pesquisa.

Outro destaque de 2019 foi a apresentação dos resultados da Chamada de Qualificação do Cinemas em Rede, que contou com a participação de mais de 120 exibidores interessados.

Um dos resultados importantes da pesquisa é que mais de 25% dos exibidores que participaram da chamada estão localizados em municípios que não têm cinema registrado na Ancine. Além disso, cerca de 45% das instituições participantes realizam exibições regularmente. “Entendo que esses dois últimos dados mostram o interesse das instituições em oferecer serviços e ações em cultura nas suas respectivas cidades e regiões”, destacou o gerente de Relacionamento em Cultura da RNP, Álvaro Malaguti.