Casos e Vozes

E se a chave para tratar doenças hepáticas e pulmonares estivesse escondida em um medicamento presente há décadas em milhões de lares? Com o apoio do programa Early Adopters BIO+IA, uma equipe de pesquisadores da Colômbia e da Venezuela utilizou inteligência artificial e análise de redes moleculares para investigar uma possibilidade que poderia abrir novas perspectivas para a medicina do futuro. O resultado?: Uma demonstração do valor da colaboração regional e de como a inteligência artificial pode acelerar a descoberta científica na América Latina e no Caribe.

A contaminação por mercúrio é um dos problemas ambientais e de saúde mais persistentes na América Latina, com impactos significativos nos ecossistemas e nas comunidades expostas a esse metal altamente tóxico, principalmente naquelas que se dedicam à mineração artesanal. Problemas renais, neurológicos e malformações fetais são algumas de suas manifestações mais graves. Diante desse desafio, o projeto equatoriano MerIA (Mercury Identification through Artificial Intelligence), que se beneficiou das capacidades do testbed de Bioinformática e Inteligência Artificial do BELLA II, por meio do programa Early Adopters BIO+IA, lançado em março de 2026, aproveitou esse ambiente de testes para investigar como certos microrganismos conseguem resistir e desintoxicar o mercúrio. Sim, porque a solução está na própria natureza, mas os dados das pesquisas que comprovam isso estão tão dispersos que conseguir analisá-los é quase uma façanha.

Compartilhar recursos para ampliar oportunidades. Essa é a premissa que impulsiona a Plataforma para Pesquisa com GPUs (PIG), uma iniciativa da Comunidade de Supercomputação da CUDI que está demonstrando como a colaboração entre instituições pode abrir novas possibilidades para a pesquisa científica, a inteligência artificial e a formação de talentos especializados na região.

Com quase cinco anos de existência e fundado com base em uma colaboração com mais de 20 entidades — que, entre outras coisas, deram origem à RedCLARA —, o Grupo Regional de Cibersegurança das Redes Nacionais de Pesquisa e Educação (NREN) da América Latina e do Caribe, o eduLACSeg, já está demonstrando seu imenso valor. Descubra mais e conheça como sua instituição pode se beneficiar dele.

Uma das principais causas de morte entre as mulheres no mundo é o câncer de mama. De fato, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a cada ano são detectados mais de 220 mil novos casos somente na América Latina e no Caribe, e cerca de 60 mil mulheres morrem por essa causa, metade delas antes de completar 65 anos. Nesse contexto, a pergunta feita por uma equipe multidisciplinar mexicana é mais do que relevante: será que podemos encontrar “marcas biológicas” do câncer de mama em uma amostra de sangue e usá-las para identificar mulheres com risco de desenvolver a doença antes que sintomas ou sinais evidentes apareçam?
(Fonte: RNP, Brasil) O dia 10 de outubro marcou um feito inédito na história da medicina: a primeira telecirurgia robótica do mundo realizada com tecnologia de internet de baixo custo, utilizando uma rede não dedicada, durante a 54ª Convenção Nacional Unimed, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB). O procedimento também estabeleceu um marco para a América Latina, ao conectar João Pessoa (PB) e Curitiba (PR) em uma telecirurgia remota entre cidades distantes mais de 3.200 quilômetros.